Título: Do mais antigo tear de asas
Autor: Alan Mendonça
ISBN: 978-65-88905-52-4
Edição: 1ª
Dimensões: 14,0 x 21,0 cm
Páginas: 136
Gênero: Poesias
Ano: 2026
“Em pleno ar, o poeta-passarinho alça voo. No espaço azul, o estranho e cantante artefato coberto de penas migra, pousa ou desaba, e então se eleva. Sob o manto verde-azul dos mares, o peixe-homem navega. Porque é preciso. É isto que me veio à mente durante a leitura do mais recente livro de poemas de Alan Mendonça: Do mais antigo tear de asas.
Primeiramente porque o livro é uma lição de poesia logo a partir do título, como se pode ver. Estão presentes ali vozes e temas como desejo, esperança, desvelo, cidade, metafísica, metapoesia e paixão. Se é verdade que cada artista a seu modo, de acordo (ou mesmo em desacordo) com o que lhe faz ser quem é, acaba por contar a biografia de sua alma, de sua cidade, de seu país e o relato de seu tempo ao mesmo istmo em que vai erguendo sua obra, Alan é um grande artista. Ademais, é curioso que, à medida que se vai lendo e percorrendo páginas, os poemas surgem íntimos, próximos, como se já os conhecêssemos, mesmo vistos pela primeira vez. Como se brotassem como velhos amigos diante dos olhos, antigos em nossa percepção, embora de labor original. (...).
Do mais antigo tear de asas é feito de bordados na carne dura do verbo e tecidos em linhas de sangue, emaranhados em um espaço que é casa. Ou ninho. Um sítio onde a palavra é chão e céu ao mesmo tempo. Onde pássaro e homem se encontram e se reconhecem. Onde ave e poeta acham de pairar sobre as coisas e sobre as cabeças, sobre os vãos de tudo. Ave, poeta. Voa, Alan”
.
Paulo Fraga-Queiroz (in prefácio)

