Título: Luz 

Autor: Evaristo Filho 

ISBN: 978-85-420-1018-3

Edição: 1ª 

Dimensões: 13,0 x 18,0 cm 

Páginas: 96

Gênero: Poesia 

Ano: 2017 

 

 

“Luz é a obra de estreia do cantador – ou deveríamos dizer poeta? – valente de cabelos brancos e filho de Capistrano, Evaristo Filho.

Evaristo tem a carreira trilhada na música, em especial como letrista/compositor e intérprete, em uma trajetória de 4 CDs lançados, diversas premiações, inclusive nacionais, participação em outros tantos festivais ao lado de valorosos cantores, muitos dos quais homenageia e poetifica – ou poetideixa – num abraço de parceiro em seu Luz.

Aqui, andando na contramão ou ‘metendo o pé pela mão e andando de costas pro ar’, deixa-se em silêncio, despe-se de toda música e nos deixa a espiar sua letra nuazinha em pelo.

Entretanto, se trai e não extrai de sua poesia a musicalidade, perceptível ao som que nos chega aos ouvidos em meio ao silêncio ou pela solidão que é coisa própria, senão a raiz, da música.

Em entrevista ao jornal O Estado, quando do lançamento de seu Cantador, afirmou o autor: ‘Minha bagagem é o valor de tudo que tenho, com o sabor da viagem. São as marcas que eu deixei por onde passei e o que eu trouxe de onde andei. São os conhecimentos adquiridos através do nariz, do ouvido, da língua, da pele e da janela escancarada de meus olhos a admirar o novo, o diferente, o inusitado, o sonho, o sabor, a cor, o brilho, a brisa, a maresia e as bandeiras da vanguarda. É minha poesia, meus amores, meus sonhos, minhas cores, minha música’.

De fato, é isso que encontramos em Luz: Sinestesia. São acordes de sensações que beiram as experiências, as lembranças, os sentimentos, a nostalgia de menino, um lirismo assumidamente sertanejo e dolente, ao mesmo tempo – de não estranhar – melódico.

Viaja-se em Luz, nas palavras coloquiais e simples de compositor despretensioso repleto de noites vazias, experimentando métricas, buscando a libertação das formas, percebendo-lhe a quase imediata necessidade de expressar-se, de deixar as pegadas na areia da sua caminhada pessoal, de revelar-se aos amores, aos filhos, aos amigos, à própria arte: ‘Eu te amo, te amo, te amo’. 

Enquanto leitores, saboreamos a poesia, afinando ou não com o verso tonante ou dissonante – no sentido de discordante, mas não desarmônico – que encontrarmos. E, como em todo degustar literário, a viagem só tem sentido pelo trilhar do caminho. O final, o ponto de chegada, é ilusório, é ficção. O livro lido, quando realmente lido, invade o ser, passa a fazer parte da gente, é reconstruído, compõe nosso discurso da próxima vez e, de súbito, pode até nos doer.

Chegamos aí na estação de refletir, pensar nesse caminho trilhado hoje ao lado de Evaristo Filho, albergado na sina de que ‘o poeta não fere, mas é facilmente ferido’.

Fica aqui a nuvem alva da manhã a nos revelar ao vento: se ‘Sem a música, a vida seria um erro’... acreditamos que sem a poesia também” (Raymundo Netto).

Luz

R$ 25,00Preço